segunda-feira, 25 de agosto de 2008


"A vida conjugal é tão somente uma crônica; basta-lhe fidelidade e algum estilo" ( Machado de Assis)

terça-feira, 27 de maio de 2008

Brincando de casinha

Quem nunca sonhou com que seu casamento fosse como brincar de casinha?
Onde o único momento chato era ter que guardar todas as coisas no armário se não á mamãe brigava.
Quem nunca quis um marido como o Ken, alto, bonito, sarado ainda por cima do tipo caladão.
Marido o qual não se importa em adotar o carro conversível cor - de- rosa como carro oficial da família. Para o Ken um homem com á mente aberta, elevado culturalmente constrangimento ao dirigir por ai com um carro rosa não existe.
Marido perfeito. Que esta sempre com um semblante sorridente na face e sem reação alguma toda vez que chega o extrato do cartão de credito.
Perfeito não?
Que tal deixar de sonhar e vir para a realidade calorosa de um casamento. Cheios de singularidades e emoções.
Um cara nem feio nem bonito relaxadamente jogado no sofá assistindo o jogo de futebol de domingo. Onde á resposta mais longa que você receberá ao fazer qualquer pergunta é “hum rum”.
Aí você faz uma pipoca, estalando de quente, branquinha, cheirosa, você pretende se deliciar com ela vagarosamente e vai se aninhando cuidadosamente ao lado daquele cara jogado no sofá...ops! Acabou á pipoca.
Durante a semana você vai ter cineminha geralmente na quarta-feira no meio da semana e surpresa... quem escolhe o filme e você. Mas se prepare para singelos comentários do tipo:
“você não sabe escolher filme”.
“Da próxima vez eu escolho”.
“Desculpa não vi estava dormindo”.
Nada se comprar ao pronuncio do apocalipse ao se deparar com seu pote de creme facial caríssimo e ao perguntar á ele á resposta e quase que um pecado:
“creme que creme? (afinal eles nunca se lembram de nada) haaaaaaaa... eu estou usando nas mãos”
E questionado, porque não leu o rotulo ele ainda tem a coragem de responder:
“Também você tem tanto creme que nem sei pra que serve cada um.”
Tenho que ser racional. Casamento e coisa pra maluco!
Mas é uma maluquice deliciosa de se viver.
Silvania Rodrigues

quarta-feira, 16 de abril de 2008




CASAMENTO PEGA
Martha Medeiros


Marilia contraiu febre amarela. Rosely contraiu estafilococo. Milton contraiu varíola. E Lizete, coitada, contraiu matrimônio.
Um amigo solteiro me perguntou esses dias: é doença? Bem, não está catalogado como tal, mas há aspectos em comum.
Primeiramente, casamento é contagioso. Os pais vão acostumando seus filhos com a idéia e são capazes até mesmo de estimular seu surgimento, como fazem em relação ao sarampo e à catapora: "melhor pegar de uma vez pra ficar livre". Então, entre os 25 e 35 anos, homens e mulheres vão se aproximando, se tocando, se lambendo e se arriscando a encontrar o par ideal para com ele contrair a coisa.
Casamento também leva todo mundo pra cama, invariavelmente. No começo dá calafrios, suores, palpitação, taquicardia, mas depois as pessoas vão se acostumando com os sintomas e eles desaparecem. O enfermo começa a ter menos paciência para ficar deitado. Começa a freqüentar mais o sofá, a poltrona e nem se dá o trabalho de tirar o pijama e vestir algum troço decente. Cama passa a ser um lugar apenas para dormir.
O automedicamento é desaconselhado. É prudente ter o nome de um psiquiatra de confiança anotado na caderneta de telefones.
Casamento pode ser fatal. Ao menos era, tempos atrás. As pessoas não tinham muita informação e a doença matava mesmo: matava a paixão, matava o sexo, matava a paciência, uma desgraça. O matrimônio, que é o nome científico dessa enfermidade, podia levar anos pra dar cabo do casal, mas os menos debilitados conseguiam resistir bastante tempo, às vezes até 50 anos, amparados pela fé. Hoje há cura. O remédio chama-se divórcio. Custa uma fortuna e não impede que haja reincidência.
Fora isso, casamento e doença não tem nada a ver um com o outro, a não ser o verbo e o grupo de risco: qualquer um pode contrair.